terça-feira, 29 de junho de 2010

2.1 - MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS

2.1.1 - Anticoncepcional Hormonal Oral Combinado

Sua composição química contém o Estrogênio Etinilestradiol e os Progestogênios Levonorgestrel, Noretindrona, Acetato de Ciproterana, Desogestrel e Gestadeno que são combinadas de forma diferente de acordo com o seu poder de ação; porém, sempre tentando mimetizar a esteroidogênese ovariana. Existem três formas de combinação do Estrogênio com o Progestogênio sendo classificadas em monofásica, bifásica e trifásica de acordo com a concentração dos hormônios em questão. As pílulas monofásicas apresentam a mesma dosagem em todas as pílulas, enquanto que a trifásica e a bifásica apresentam variações na dosagem .(Febrasgo,2000)

As pílulas são utilizadas durante o ciclo menstrual da mulher, sendo que, no primeiro mês, devem ser iniciadas no primeiro dia do sangramento menstrual até completar 21 dias. Nos ciclos seguintes, após sete dias de pausa, as pílulas devem ser reiniciadas no 8º dia. Têm por função inibir a ovulação através do bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela Hipófise. Também modificam o muco cervical tornando-o hostil à espermomigração, alteram o endométrio, modificam a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular e alteram a resposta ovariana às gonadotrofinas.(Febrasgo,2000)

Consiste na utilização por via oral de Estrogênio associado ao Progestogênio, com a finalidade de impedir a concepção. É um método muito empregado(um dos mais comuns).(Febrasgo,2000)

É um método que apresenta eficácia prática de 95% , é praticamente destituído de reações adversas de relevância e permite à mulher desfrutar de toda a sua sexualidade. Não previne contra DSTs.(Febrasgo,2000)

É praticamente destituído de reações adversas de relevância. É contra-indicado às mulheres que apresentam fatores de risco como hábito de fumar, obesidade, hipertensão, hiperlipidemia e diabete melito, evitando assim o risco de tromboembolismo, acidente vascular cerebral(AVC) e doença coronariana isquêmica.(Febrasgo,2000)


2.1.2 - Anticoncepcional Hormonal Injetável Mensal

No Brasil, dispomos de duas associações:(Febrasgo,2000)

a) Acetato de Dihidroxiprogesterona e Enantato Estradiol;

b) Enantato de Noretisterona e Valerato de Estradiol, sendo os Estrogênios de origem natural e ação curta determinando, com a queda de seus níveis, o aparecimento do fluxo sangüíneo.

Consiste na utilização por via intramuscular de Estrogênio associado ao Progestogênio, visando anular a concepção. Esses anticonceptivos vêm sendo utilizados por uma população feminina cada vez maior. É aplicado por via intramuscular, sendo que em posologias diferentes: entre o 7º e o 10º dia do ciclo iniciado entre o 1º e o 5º dia, com aplicações ulteriores a cada trinta dias. Não se deve massagear, nem colocar bolsa de água quente no local da aplicação, pois reduz a eficácia. Sua ação anticonceptiva reside, fundamentalmente, no efeito do progestogênio sobre o eixo neuroendócrino inibindo a ovulação, pelo bloqueio do pico do Hormônio Luteinizante(LH), que permanece em seus níveis basais. São observadas, também, atividades sobre o muco cervical, o endométrio e a peristalse tubária, ampliando assim seu potencial anticonceptivo.(Febrasgo,2000)

É um método que oferece quase 100% de eficácia na inibição da ovulação e do risco de gravidez. Não previne contra DSTs.(Febrasgo,2000)

A utilização deste método requer imprescindivelmente uma orientação profissional e o seu uso correto não oferece riscos à saúde da mulher. Apresenta como efeitos colaterais alterações na periodicidade do sangramento, aumento de peso e a mastalgia. As principais contra-indicações dos injetáveis mensais são: lactação, suspeita de gravidez, câncer genital e mamário, hepatopatia grave, enxaqueca grave recidivante, sangramento genital não diagnosticado e patologias estrogênio-dependentes, tais como a endometriose e o mioma uterino.(Febrasgo,2000)


2.1.3- Anticoncepcional Hormonal Injetável Trimestral

Seu componente químico é o Acetato de Medroxiprogesterona de depósito(AMP-D) que é um derivado da 17 alfa-hidroxiprogesterona.(Febrasgo,2000)

Consiste na utilização por via intramuscular profunda de componente progestogênico isolado com o intuito de inviabilizar a concepção. É um método pouco utilizado. É utilizado por aplicação intramuscular, preferentemente, na região glútea. A primeira dose deve ser ministrada até o 7° dia do ciclo menstrual. Não massagear ou colocar bolsa de água quente no local, pois reduz a eficácia. Seu mecanismo de ação atua diretamente sobre a ovulação, já que o AMP-D é um potente anovulatório por atuar suprimindo o pico de Hormônio Luteinizante(LH). Também atua sobre o muco cervical tornando-o espesso, dificultando a ascensão dos espermatozóides; e sobre o endométrio, tornando-o hipotrófico pela redução da vascularização. É importante ressaltar sua proteção contra o câncer de endométrio e sua interferência no metabolismo ósseo, ocasionando uma redução da densidade óssea.(Febrasgo,2000)

É um método bastante eficaz com taxas de falhas muito baixas: 0,3 gravidezes por 100 mulheres/ano. Não previne contra DSTs.(Febrasgo,2000)

Apresenta como efeitos colaterais a irregularidade menstrual, amenorréia, pequeno aumento de peso, cefaléia, alterações do humor, demora no retorno da fertilidade desconforto mamário, diminuição da libido, depressão e nervosismo sendo os mesmos pouco comuns. Pode ser indicado à todas as mulheres acima de 16 anos, após uma avaliação clínica; porém é contra-indicado nas situações de gravidez, sangramento vaginal sem diagnóstico etiológico e presença de doença trofoblástica.(Febrasgo,2000)


2.1.4- Anticoncepcional de Emergência

É indicada a utilização do anticonceptivo hormonal oral combinado monofásico cujos produtos ativos são o Etinilestradiol e o Levonorgestrel.(Febrasgo,2000)

É uma metodologia apropriada para situações especiais de assistência à anticoncepção. Consiste na aplicação por via oral de anticoncepcionais hormonais orais combinados em doses elevadas, processo este conhecido por “Regime de Yuzpe”. Este processo envolve uma ou mais fases do processo reprodutivo, interferindo na ovulação, na espermomigração, no transporte e nutrição do ovo, na fertilização, na função lútea e na implantação. Sua divulgação deve ser ampla e seu acesso garantido, porém deve ser procedimento de exceção, sendo indicado em casos de relação sexual não planejada e desprotegida(comuns em adolescentes), uso inadequado de métodos anticoncepcionais, falha anticonceptiva presumida e vidência sexual(estupro). Esse tipo de anticoncepcional deve ser ministrado até 72 horas após o coito desprotegido.(Febrasgo,2000)

Sua eficácia é tanto maior quanto mais precoce for o uso do esquema e gira em torno de 75% sobre o risco calculado.(Febrasgo,2000)

Apresenta como efeitos colaterais as náuseas e os vômitos, fazendo-se necessária a orientação quanto à possibilidade de uso de dose adicional em caso de vômitos com a eliminação dos comprimidos ingeridos.(Febrasgo,2000)


2.1.5-Método Rítmico ou “Tabelinha”

Deve saber o período mais provável da ovulação da mulher e, com esse conhecimento, o casal faz a abstinência sexual. Mas para utilizá-lo, a mulher deve ter um ciclo menstrual regulável(para calcular, diminui-se 18 do ciclo mais curto ou soma 11 do ciclo mais longo).

Eficácia considerada baixa. Os índices de falha no primeiro ano de uso é de até 20 mulheres/ano. Entre usuárias perfeitamente adaptadas ao método cai para 1 a 9 mulheres/ano. Essa eficácia é a mesma dos outros métodos que ajudam na abstinência sexual(Método da Temperatura Basal, Método do Muco Cervical e Método Sintotérmico). Não protege contra DSTs.(Febrasgo,2000)


2.1.6-Método da Temperatura Basal

Consiste no aumento de cerca de 1ºC (no período após ovulação) devido à ação de progesterona no Centro Regulador da Temperatura no Hipotálamo. Então, para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o primeiro dia da menstruação até que a temperatura basal se eleve por no mínimo 3 dias consecutivos.(Febrasgo,2000)


2.1.7-Método do Muco Cervical

Baseia-se na ocorrência de modificações cíclicas no muco cervical, através das quais as mulheres podem observar se estão no período fértil. O procedimento deve-se à percepção da liquefação do muco no período fértil da mulher e observar o aumento progressivo do muco que atinge o pico durante a ovulação, passando a regredir a partir dela por ação da Progesterona.(Febrasgo,2000)


2.1.8-Método Sintotérmico

Consiste na utilização de indicadores múltiplos, aumentando a capacidade de identificar o início e o final do período de fertilidade.(Febrasgo,2000)


2.1.9 - Coito Interrompido

Consiste na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação e, neste momento, retirar o pênis da vagina, evitando assim a deposição do esperma. Não há muita vantagem neste método e suas desvantagens são: não oferece proteção contra DST/AIDS, geralmente há a insatisfação sexual de um ou de ambos os parceiros e o líquido pré-ejaculatório pode conter espermatozóides vivos, o que aumenta o índice de falha.(Febrasgo,2000)

Sua eficácia é de difícil avaliação, acreditando-se que o índice de falha seja de 25 gravidezes por 100 mulheres/ano. Não protege contra DSTs.(Febrasgo,2000)


2.1.10 - Sexo sem penetração vaginal

Consiste na busca do prazer sem o risco de concepção, através de alternativas como sexo oral e masturbação a dois.(Febrasgo,2000)


2.1.11- Métodos de Barreira

- condom masculino

Consiste basicamente de um material que envolve o pênis(o látex). Seu uso se difundiu rapidamente como método anticoncepcional em todo o mundo. A indicação é dada quando há redução da freqüência coital em casais maduros, durante a lactação, em associação com qualquer método contraceptivo com o intuito de melhorar a eficácia. A colocação deve ser feita com pênis ereto antes da penetração, sendo que o ar da bolsa na extremidade deve ser retirado para que destine à coleta do sêmen ejaculado. Proceder a retirada do pênis logo após a ejaculação, pressionando as bordas do condom contra o mesmo. Deve ser usado uma única vez e descartado. Suas vantagens são : oferece proteção contra gravidez indesejada(além de DST/AIDS), é de fácil acesso e de disponibilidade econômica baixa e não depende de controle médico.(Febrasgo,2000)

Sua eficácia depende da utilização correta, da qualidade do produto e de seu armazenamento, além da motivação do casal em usa-la em cada intercurso. Com o uso correto, as falhas deste método variam de 3% a 12%.Protege contra DSTs.(Febrasgo,2000)

Sua contra indicação ocorre na dificuldade na manutenção da ereção e processos alérgicos ao látex o qual é um efeito colateral do método em que, no geral, tem pouco efeito colateral.(Febrasgo,2000)

-Condom Feminino

Geralmente é feito de poliuretano.

Consiste em um tipo de contraceptivo de barreira vaginal que possui as mesmas vantagens do condom masculino. Devido à sua maior área genital tanto feminina quanto masculina recobertas, oferece proteção mais efetiva contra a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. É ainda mais resistente e durável do que o preservativo masculino, com a vantagem de poder ser inserido fora do intercurso sexual, ficando seu uso sob controle feminino.(Febrasgo,2000)

Além de ser mais resistente e durável do que o preservativo masculino, oferece proteção mais efetiva contra a transmissão de DSTs.(Febrasgo,2000)

-Diafragma

É um pequeno dispositivo circular de borracha(látex) com borda firme flexível( que, ao ser colocado na vagina, forma uma barreira física no colo do útero).(Febrasgo,2000)

Seu modo de usar, tamanho e o tipo ideal são definidos durante o exame ginecológico que determina a posição do útero e do colo, a ocorrência de distopias vaginais e outras possíveis patologias, além de medir a distância da púbis à parede posterior da vagina. A sua inserção e remoção requerem um treinamento específico. Recomenda-se o uso de espermaticida com o Diafragma, que deve ser colocado nas bordas e no lado côncavo. Inserido o Diafragma, a mulher deve aprender a verificar se ficou corretamente colocado, sentindo o colo através da cúpula do mesmo com o dedo indicador. O Diafragma deve ser inserido de preferência um pouco antes da relação sexual, porém não mais que 6 horas. A remoção deve ser feita após 6 a 8 horas da relação sexual. Observando e seguindo os seus cuidados, o Diafragma pode ser utilizado até 2 anos, devendo ser substituído após este período. Deve-se aplicar espermaticida após 6 horas de uso do Diafragma ou depois de relações subseqüentes.(Febrasgo,2000)

Os índices de falha variam de 2 a 4 gestações por 100 mulheres/ano durante o primeiro uso. Este resultado melhora entre mulheres de 35 anos e menos de 4 relações sexuais por semana.(Febrasgo,2000)

A contra indicação consiste nas mulheres que possuem prolapso uterino, cistocele ou retocele pronunciadas e retroversão ou anteflexão fixa ou acentuadas. Não sendo também recomendado na presença de septos, fístula, cistos vaginais, no pós-parto até a 6ª semana, na alergia ao látex ou espermaticida e na incapacidade de aprendizagem do uso correto. Os efeitos colaterais são devido a um risco maior de desenvolver infecções geniturinárias. Embora rara, a Síndrome de Choque Tóxico é uma possível complicação entre usuárias do Diafragma, tampões vaginais e esponjas contraceptivos, estando o risco associado ao uso prolongado principalmente acima de 24-36 horas, sendo que a síndrome é causada por algumas cepas de Staphylococus Aureus.(Febrasgo,2000)


2.1.12-Esponja

É feita de poliuretano associado com espermaticida Nonoxinol-9, tem formato côncavo para melhor se adaptar ao colo uterino. Possui uma alça para facilitar a remoção.(Febrasgo,2000)

Deve-se umedecer antes da sua introdução para ativar o espermaticida. Tem uma alça que para facilitar a remoção, que deve ser feita de 6 a 8 horas após a última relação sexual. Pode ser colocado previamente ao intercurso sexual e é descartável.(Febrasgo,2000)

Sua eficácia é pior que a do Diafragma, já que as taxas de gravidez variam de 9 a 27 por 100 mulheres/ano.(Febrasgo,2000)

As contra-indicações, efeitos colaterais e complicações são as mesmas do Diafragma.(Febrasgo,2000)


2.1.13 - Espermaticida

São substâncias que têm sido usadas como Nonoxinol-9, Octocinol e o Menfegol em várias apresentações:cremes, geléias, supositório, tablete e espuma.(Febrasgo,2000)

Essas substâncias, quando colocadas no fundo da vagina, têm ação por inativação dos espermatozóides, devido à lesão de sua membrana celular.(Febrasgo,2000)

Sua eficácia é baixa, considerando-se o índice de falha entre 2 a 29 gravidezes por 100 mulheres/ano, o que não oferece uma proteção segura caso usado isoladamente.(Febrasgo,2000)

É possível a ocorrência de reações alérgicas.(Febrasgo,2000)


2.1.14-Implantes

Os Implantes Contraceptivos são constituídos de silicone polimerizado com um hormônio no seu interior, que é liberado continuamente para a corrente sangüínea, propiciando o efeito contraceptivo. O mais popular de todos contém o progestogênio Levonorgestrel e a Elcometria. Não contém Estrogênio.(Febrasgo,2000)

Devem ser inseridos somente por médicos devidamente treinados, pois a inserção é feita no subcutâneo da face interna do braço esquerdo das mulheres destras e vice-versa, a cerca de quatro dedos transversos acima da prega do cotovelo. Ela deve ser feita entre o primeiro e o sétimo dia do ciclo, para garantir a eficácia contraceptiva desde o primeiro mês. A remoção dos implantes é um pouco mais complicada e demanda treinamento adequado para ser feita de modo correto. Seu mecanismo de ação consiste na liberação de Levonorgestrel continuamente através das cápsulas. Inicialmente, as 6 cápsulas liberam 84 microgramas por dia do hormônio, declinando para cerca de 50 microgramas (diários) após 9 meses de uso, 35 microgramas por dia após 18 meses e se mantém a 30 microgramas por dia após 24 meses até completar o seu período total, que é de 5 anos. A anticoncepção é conseguida graças à associação de anovulação com o efeito progestogênico inibindo a produção de muco cervical e alterando o endométrio. Suas vantagens são:menos anemia, abolição das cólicas menstruais e menstruação escassa(benefícios não conceptivos), reversibilidade e contracepção eficaz por tempo prolongado, além de ser independente da atividade sexual.(Febrasgo,2000)

Alteração do ciclo menstrual, ganho de peso, sensibilidade mamária, diminuição da densidade óssea e inflamação ou infecção no local do implante(efeitos colaterais).(Febrasgo,2000)


2.1.15-Dispositivo Intra-Uterino(DIU)

Há 3 tipos de DIU:TCu380A(maior durabilidade, liberado para uso durante 10 anos) , DIU liberador de progesterona(65mg/dia e com durabilidade de apenas 1 ano, sendo o único DIU que reduz a perda sangüínea menstrual) e os DIUs de cobre de segunda geração.(Febrasgo,2000)

De acordo com o Relatório Técnico da Organização Mundial de Saúde, o DIU exerce seu efeito antifertilizante de forma variada e pode interferir no processo reprodutivo antes mesmo do ovo atingir a cavidade uterina. Atua sobre os óvulos e os espermatozóides, estimulando uma reação inflamatória pronunciada no útero ou por meio de alterações bioquímicas, que interferem no transporte dos espermatozóides no aparelho genital. A inserção pode ser conduzida em qualquer período do ciclo menstrual, preferivelmente durante a menstruação. Facilitada pelo amolecimento cervical, o sangramento é mais tolerável e a possibilidade de gravidez é muito menor. E a duração do uso, o tipo do DIU e o tempo de inserção não influenciam o retorno à fertilidade. Quem pode usar o DIU sem restrições são as mulheres que têm mais de 4 semanas pós-parto sem infecção, após aborto de primeiro trimestre sem infecção, idade acima de 35 anos, hipertensão arterial, diabetes melito, doença tromboembólica ou antecedente de gravidez ectópica e DIP com gravidez posterior.(Febrasgo,2000)

O TCu380A tem índice de falha menor que 1 por 100 mulheres/ano.O DIU liberador de progesterona tem eficácia de 95 por 100 mulheres/ano. Os DIUs de cobre de segunda geração possuem taxas de gravidez oscilando entre 0,5-0,7 por 100 mulheres/ano, sendo mais baixas que as taxas obtidas com os anticoncepcionais hormonais combinados orais e comparáveis aos implantes e injetáveis.(Febrasgo,2000)

O uso está contra-indicado às mulheres que apresentam gravidez confirmada ou suspeita, infecção pós-parto ou pós-aborto, DIP atual ou nos últimos 3 meses, sangramento vaginal sem diagnóstico etiológico e câncer cérvico-uterino, do endométrio ou do ovário.(Febrasgo,2000)

Alguns riscos, menores que os benefícios, em mulheres que apresentam idade menor que 20 anos, nuliparidade, anemia ferropriva ou história de DIP sem gravidez anterior. Os riscos apresentados que superam os benefícios ocorrem em mulheres que possuem sangramento menstrual aumentado, pós-parto entre 3 e 28 dias, riscos de DST, risco de contrair HIY ou doença trofoblástica benigna.(Febrasgo,2000)


2.1.16-Ligadura Tubária

Constitui método permanente de contracepção, operacionalizado através da obstrução do lúmen tubário, impedindo assim o transporte e a união dos gametas.Independente da técnica a ser utilizada, recomenda-se o terço proximal da tuba(região ístmica)como o local ideal para ligadura. A demanda da reversibilidade da Ligadura Tubária estará inversamente relacionada ao bom aconselhamento pré-operatório. Embora a garantia da reversibilidade nunca deva ser oferecida à paciente, cada serviço deve ter uma referência, para o encaminhamento das pacientes que desejam reverter a Ligadura Tubária,nas mesmas condições que foi realizada a esterilização.(Febrasgo,2000)

Embora a sua eficácia teórica seja de 100%, na prática é observada em média falha de 0,3 gestações para cada 100 mulheres/ano.(Febrasgo,2000)


2.1.17-Vasectomia

Constitui método permanente de contracepção, operacionalizado através da secção e/ou oclusão do canal deferente, sendo um método seguro e de fácil execução. Após a decisão da realização da Vasectomia, deverá ser solicitado Espermograma de Controle, bem como aguardar o prazo de 2 meses entre a decisão e a realização do procedimento. Neste período, deverá ser fornecido um método contraceptivo seguro e o homem ou o casal deverá ser trabalhado com equipe multidisciplinar para avaliar a segurança da decisão.(Febrasgo,2000)

Uma vez estabelecida a azoospermia, a Vasectomia oferece uma grande segurança contraceptiva, com falha de apenas 0,1 a 0,15 por 100 mulheres/ano. (Febrasgo,2000)


2.1.18-Método de Amamentação da Lactação(LAM)

Baseia-se em três critérios: amamentação exclusiva, amenorréia e período até 6 meses após parto.(Febrasgo,2000)

Quando usado corretamente, o LAM tem eficácia de 98% para prevenir gravidezes, nos 6 primeiros meses.Entretanto, se algum dos três critérios do LAM não for cumprido, este perderá a sua eficácia. Assim, as usuárias do LAM devem estar bem orientadas quanto à necessidade do uso de outro método anticoncepcional caso planejem deixar de amamentar o filho, se este se aproxima dos 6 meses de idade ou se ela voltou a menstruar.(Febrasgo,2000)


http://estudmed.com.sapo.pt/trabalhos/anticoncepcionais_adolescencia_2.htm

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